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#46CH · HumanasSociologiasem habilidadeENEM - 2025 - 2ª Aplicação - Dia 1 (Azul)102 / 200

Questão 46· Cultura

Editar E

    Eu me lembro de ser mandada para o canto da sala de aula por “responder” à professora quando tudo o que eu estava tentando fazer era mostrar a ela como pronunciar meu nome. Assim, se você quer mesmo me ferir, fale mal da minha língua. A identidade étnica e a identidade linguística são unha e carne — eu sou minha língua. Eu não posso ter orgulho de mim mesma até que possa ter orgulho da minha língua. Até que eu possa aceitar como legítimos o espanhol chicano texano, o Tex-Mex, e todas as outras línguas que falo, eu não posso aceitar a minha própria legitimidade.

ANZALDÚA, G. Como domar uma língua selvagem. Cadernos de Letras da UFF, n. 39, 2009 (adaptado).

 

O argumento da intelectual mexicana ressalta as dificuldades impostas pela

  1. A

    construção súbita de barreiras físicas.

  2. B

    precarização estrutural do ensino de idiomas.

  3. C

    dissolução governamental da segurança jurídica.

  4. D

    configuração política da experiência comunicativa.

    gabarito
  5. E

    relativização pós-moderna da estratificação social.

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O argumento apresentado enfatiza a relação intrínseca entre a identidade étnica e a identidade linguística. A autora expressa que a língua não é apenas um meio de comunicação, mas uma parte fundamental de quem ela é. Quando a língua é deslegitimada ou menosprezada, isso afeta diretamente a percepção que a pessoa tem de si mesma e sua identidade.
A configuração política da experiência comunicativa se refere ao contexto em que a linguagem é usada e valorizada. Em muitos casos, a língua de um grupo étnico pode ser marginalizada ou desvalorizada por estruturas de poder que favorecem línguas mais dominantes. Isso pode levar a uma sensação de exclusão ou deslegitimação da identidade de indivíduos que falam essas línguas.
Além disso, a autora menciona a necessidade de aceitar e valorizar as variantes linguísticas, como o espanhol chicano texano e o Tex-Mex. Isso sugere que a luta pela legitimidade da língua é também uma luta por reconhecimento e respeito na esfera política e social. Assim, a configuração política influencia diretamente a forma como as experiências comunicativas são vividas e percebidas pelos indivíduos.
Portanto, a alternativa correta destaca a importância do contexto político na forma como as identidades linguísticas são moldadas e reconhecidas, refletindo a luta por aceitação e legitimidade dentro de uma sociedade que pode marginalizar certas vozes.

A aprovar · R rejeitar · E editar