Questão 34· Leitura e interpretação de textos
Editar EPODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE SENHOR DO BONFIM “DECIDAM”
No embalo da emoção
Sanfoneiros pedem aquela sanfona velha
Que um dia já foi bela
Hoje ela é castigada, afastada da canção
Condenada a viver gelada
No banheiro da prisão
E o sanfoneiro engaiolado
Sem a voz, os dedos e o pulmão
Distante da sanfona velha
Seu maior bem de estimação
Espera que o Juiz diga qual o querelado
Que levará a sanfona do povo junto ao seu coração
[…]
Nilvado, o direito é seu, como fiel depositário
Visto o seu opositor não ter provado o contrário
Até que se finde a contenda
Delegado me atenda
Como da outra vez foi buscar
A bela sanfona do povo, vá agora entregar
E para finalizar
Hei por bem declarar
Que fui competente para buscar
Sou também para entregar
Cumpra-se, sem titubear!
Senhor do Bonfim, 23 de março de 2018.
JUIZ DE DIREITO
Disponível em: www.migalhas.com.br. Acesso em: 10 jan. 2025 (fragmento).
Esse texto subverte um gênero ao apresentar, na forma de um poema, um(a)
- A
relato pessoal.
- B
sentença judicial.
gabarito - C
pedido de doação.
- D
mandado de prisão.
- E
notificação de entrega.
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O texto apresentado utiliza a forma poética para transmitir uma mensagem que se relaciona diretamente com o contexto jurídico. A estrutura do poema sugere um diálogo ou uma manifestação de um juiz, que está proferindo uma decisão sobre a sanfona, que simboliza um bem em disputa.
A análise do conteúdo revela que o juiz se pronuncia sobre a propriedade da sanfona, mencionando que o direito é de uma das partes envolvidas na contenda, enfatizando sua função como fiel depositário. Essa declaração é característica de uma sentença judicial, onde o juiz determina a quem pertence um bem e como deve ser tratado, seguindo os princípios do devido processo legal.
Além disso, o uso de expressões como "Cumpra-se, sem titubear!" reforça a autoridade do juiz e a natureza decisória do texto, que é típica de uma sentença. A linguagem utilizada, embora poética, mantém um caráter formal e jurídico, que é próprio de documentos legais.
Assim, ao considerar a forma e o conteúdo, fica claro que o texto subverte o gênero ao apresentar uma sentença judicial de maneira criativa, utilizando a poesia para expressar uma decisão legal. Portanto, a alternativa que melhor se adequa a essa análise é a que identifica o texto como uma sentença judicial.