Questão 45· Gramática
Editar EA Língua Brasileira de Sinais (Libras) passou a ser “reconhecida como meio legal de comunicação e expressão” há 21 anos e, segundo dados da World Federation of the Deaf (WFD), o Brasil é um entre os 76 países que têm sua língua de sinais nacional.
Ainda que a Libras seja considerada a língua oficial da comunidade surda no Brasil, outras línguas de sinais se desenvolveram em pequenas comunidades espalhadas pelo país. “A gente chama de línguas minoritárias, línguas familiares, línguas de microcomunidades surdas. Um exemplo são as línguas de sinais indígenas. Nas comunidades indígenas que têm muitos surdos, a gente tem documentado línguas de sinais, como os Ka’apor no Maranhão”, explica uma pesquisadora da Unesp. Ela destaca, no entanto, que essas línguas correm o risco de desaparecer à medida que a comunidade que as utiliza deixa de crescer ou passa a utilizar a Libras. “Toda língua que se extingue é uma riqueza da nossa diversidade que se perde, porque, quando uma língua morre, morre com ela algum tipo de conhecimento, uma tecnologia”.
A pesquisadora lembra, ainda, a importância de se desenvolverem pesquisas para a identificação e a compreensão tanto das línguas de sinais de microcomunidades surdas como das variações da Libras.
Disponível em: https://jornal.unesp.br. Acesso em: 21 jan. 2024 (adaptado).
De acordo com esse texto, pesquisas sobre as línguas de sinais são importantes porque
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promovem a universalização da Libras em território nacional.
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valorizam a diversidade linguística das comunidades surdas no Brasil.
gabarito - C
fomentam o ensino dessas línguas em comunidades indígenas no país.
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garantem a efetivação de políticas públicas nacionais de inclusão social.
- E
colaboram para o aumento do uso de tecnologias no aprendizado da Libras.
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A importância das pesquisas sobre as línguas de sinais, conforme mencionado no texto, está diretamente relacionada à valorização da diversidade linguística presente nas comunidades surdas do Brasil. O texto destaca que existem línguas de sinais que se desenvolveram em microcomunidades, como as línguas de sinais indígenas, e que a extinção dessas línguas representa uma perda significativa para a diversidade cultural e de conhecimento.
As pesquisas têm o potencial de documentar e compreender essas línguas minoritárias, contribuindo para a preservação do patrimônio linguístico e cultural das comunidades surdas. Quando uma língua morre, não apenas a forma de comunicação se perde, mas também um conjunto de saberes e práticas que são únicos daquela cultura. Portanto, o foco na diversidade linguística é essencial para garantir que as variadas formas de expressão das comunidades surdas sejam reconhecidas e valorizadas.
Além disso, o texto menciona que a Libras é a língua oficial da comunidade surda no Brasil, mas isso não diminui a importância das línguas de sinais de microcomunidades. Assim, a pesquisa não apenas promove o reconhecimento da Libras, mas também assegura que as línguas minoritárias sejam respeitadas e preservadas, refletindo a riqueza cultural do país.
Portanto, a valorização da diversidade linguística das comunidades surdas é um aspecto central que justifica a relevância das pesquisas nessa área. Isso se alinha diretamente com o objetivo de preservar e promover o conhecimento e as práticas culturais que estão atreladas a essas línguas.