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#30LC · LinguagensArtessem habilidadeENEM - 2025 - 2ª Aplicação - Dia 1 (Azul)69 / 200

Questão 30· Linguagens artísticas

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    Em Tiriyó, imenu quer dizer “desenho” ou “pintura”, mas também “jenipapo” (menu), planta que fornece uma das principais matérias-primas utilizadas na produção de tintas e corantes. Imenu diz respeito aos desenhos de formas geométricas que se aplicam sobre os mais variados suportes: da pele ao papel, passando pelos artefatos. A isso que os Tiriyó definem como imenu, em sua própria língua, os Kaxuyana chamam de imenuru.

    Observando as artes gráficas dos povos da região que vai do Amapá ao norte do Pará, é possível observar que muitos dos padrões que compõem o repertório tiriyó são recorrentes entre os Kaxuyana, os Wayana, os Aparai e os Wajãpi. Também encontramos padrões semelhantes entre os Waiwa e outros grupos do norte amazônico.

GRUPIONE, D. F. Arte visual dos povos Tiriyó e Kaxuyana: padrões de uma estética ameríndia. São Paulo: lepé, 2009 (adaptado).

 

Entre os grupos indígenas do norte amazônico, as recorrências nas criações gráficas revelam a

  1. A

    dinâmica cultural no intercâmbio de padrões visuais.

    gabarito
  2. B

    criação de técnicas gráficas como concorrência na produção da arte.

  3. C

    incorporação de desenhos figurativos na produção de novos artefatos.

  4. D

    relação de poder de um grupo sobre outro por meio do domínio de grafismos.

  5. E

    acumulação de repertório gráfico como forma de prestígio entre as etnias dessa região.

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A análise das criações gráficas entre os grupos indígenas do norte amazônico sugere uma interação cultural rica e dinâmica, onde os padrões visuais não são apenas expressões artísticas isoladas, mas sim reflexos de um intercâmbio contínuo entre diferentes etnias. A recorrência de certos padrões entre os Tiriyó, Kaxuyana, Wayana, Aparai e Wajãpi indica que esses grupos compartilham influências e tradições artísticas, o que é um forte indicativo de uma interação cultural.
Esse fenômeno pode ser compreendido através do conceito de cultura como um sistema dinâmico, onde as ideias, técnicas e estilos são trocados e adaptados entre os grupos. A presença de padrões semelhantes sugere que esses grupos não apenas mantêm suas identidades culturais, mas também se influenciam mutuamente, resultando em uma rica tapeçaria de expressões artísticas. Portanto, a dinâmica cultural, manifestada no intercâmbio de padrões visuais, é a chave para entender as semelhanças nas artes gráficas observadas.
Além disso, essa troca pode ser interpretada como uma forma de fortalecer laços sociais e culturais entre as comunidades, promovendo uma identidade coletiva que transcende as fronteiras individuais de cada grupo. Esse aspecto colaborativo e interativo da cultura é essencial para a compreensão das artes visuais na região, destacando a importância do diálogo e da troca entre os povos indígenas. Assim, a alternativa correta reflete essa realidade de intercâmbio cultural, que é fundamental para a formação e evolução das expressões artísticas na região amazônica.

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