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#15CH · HumanasENEM - 2016 - 2ª Aplicação - 1° Dia

      A imagem da relação patrão-empregado geralmente veiculada pelas classes dominantes brasileiras na República Velha era de que esta relação se assemelhava em muitos aspectos à relação entre pais e filhos. O patrão era uma espécie de “juiz doméstico” que procurava guiar e aconselhar o trabalhador, que, em troca, devia realizar suas tarefas com dedicação e respeitar o seu patrão.

CHALHOUB, S. Trabalho, lar e botequim: o cotidiano dos trabalhadores do Rio de Janeiro da Belle Époque. Campinas: Unicamp, 2001.

 

No contexto da transição do trabalho escravo para o trabalho livre, a construção da imagem descrita no texto tinha por objetivo

  1. A

    esvaziar o conflito de uma relação baseada na desigualdade entre os indivíduos que dela participavam.

    gabarito
  2. B

    driblar a lentidão da nascente Justiça do Trabalho, que não conseguia conter os conflitos cotidianos.

  3. C

    separar os âmbitos público e privado na organização do trabalho para aumentar a eficiência dos funcionários.

  4. D

    burlar a aplicação das leis trabalhistas conquistadas pelos operários nos primeiros governos civis do período republicano.

  5. E

     compensar os prejuízos econômicos sofridos pelas elites em função da ausência de indenização pela libertação dos escravos.

Resolução

A tentativa de assemelhar a realidade patrão-empregado á relação de pais e filhos objetivava confirmar o paternalismo e autoritarismo além de dirimir os conflitos enraizados naquela, uma vez que associava a um ambiente harmonioso e justo, ocultando o caráter de desigualdade e subjugação.