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#107LC · LinguagensENEM - 2015 - 2° Dia (Amarela)

Assum preto

 

Tudo em vorta é só beleza

Sol de abril e a mata em frô

Mas assum preto, cego dos óio

Num vendo a luz, ai, canta de dor

 

Tarvez por ignorança

Ou mardade das pió

Furaro os óio do assum preto

Pra ele assim, ai, cantá mió

 

Assum preto veve sorto

Mas num pode avuá

Mil veiz a sina de uma gaiola

Desde que o céu, ai, pudesse oiá

GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Disponível em: www.luizgonzaga.mus.br. Acesso em: 30 jul. 2012 (fragmento).

 

As marcas da variedade regional registradas pelos compositores de Assum preto resultam da aplicação de um conjunto de princípios ou regras gerais que alteram a pronúncia, a morfologia, a sintaxe ou o léxico.

 

No texto, é resultado de uma mesma regra a

  1. A

    pronúncia das palavras "vorta" e "veve".

  2. B

    pronúncia das palavras "tarvez" e "sorto".

    gabarito
  3. C

    flexão verbal encontrada em "furaro" e "cantá".

  4. D

    redundância nas expressões "cego dos óio" e "mata em frô".

  5. E

    pronúncia das palavras "ignorança" e "avuá".

Resolução

O que marca a variedade regional morfológica registrada no poema é a substituição do "l" pelo "r", uma característica também presente no campo fonético, muito conhecida no Brasil pela coloquialidade da fala caipira.