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#107LC · LinguagensENEM - 2010 - 2ª Aplicação - 2° Dia

Texto I

 

se eu tenho medo de morrer na flor dos anos

Meu Deus! não seja já;

Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,

Cantar o sabiá!

Meu Deus, eu sinto e bem vês que eu morro

Respirando esse ar;

Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo

Os gozos do meu lar!

Dá-me os sítios gentis onde eu brincava

Lá na quadra infantil;

Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,

O céu de meu Brasil!

se eu tenho medo de morrer na flor dos anos

Meu Deus! Não seja já!

Eu quero ouvir cantar na laranjeira, à tarde,

Cantar o sabiá!

ABREU, C. Poetas românticos brasileiros. São Paulo: Scipione, 1993.

 

Texto II

 

A ideologia romântica, argamassada ao longo do século XVIII e primeira metade do século XIX, introduziuse em 1836. Durante quatro decênios, imperaram o “eu”, a anarquia, o liberalismo, o sentimentalismo, o nacionalismo, através da poesia, do romance, do teatro e do jornalismo (que fazia sua aparição nessa época).

MOISÉS, M. A literatura brasileira através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1971 (fragmento).

 

De acordo com as considerações de Massaud Moisés no Texto II, o Texto I centra-se

  1. A

    no imperativo do “eu”, reforçando a ideia de que estar longe do Brasil é uma forma de estar bem, já que o país sufoca o eu lírico.

  2. B

    no nacionalismo, reforçado pela distância da pátria e pelo saudosismo em relação à paisagem agradável onde o eu lírico vivera a infância.

    gabarito
  3. C

    na liberdade formal, que se manifesta na opção por versos sem métrica rigorosa e temática voltada para o nacionalismo.

  4. D

    no fazer anárquico, entendida a poesia como negação do passado e da vida, seja pelas opções formais, seja pelos temas.

  5. E

    no sentimentalismo, por meio do qual se reforça a alegria presente em oposição à infância, marcada pela tristeza.

Resolução

O trecho que confirma a alternativa B é " Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo/ Os gozos do meu lar!/ Dá-me os sítios gentis onde eu brincava/ Lá na quadra infantil;/ Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,/ O céu de meu Brasil!" evidenciando o saudosismo e a distância vivenciados pelo eu lírico.