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#18LC · LinguagensENEM - 2024 - 1º Dia (Azul)

Um estudo norte-americano analisou os efeitos da pandemia da covid-19 sobre a saúde mental e a manutenção da atividade física, revelando que um fator está diretamente ligado ao outro. De acordo com os dados, famílias de baixa renda foram mais impactadas pelo ciclo vicioso de falta de motivação e pelo sedentarismo. Diante da necessidade de distanciamento social e do início da quarentena, as opções de espaços seguros para exercícios físicos diminuíram, o que dificultou que as pessoas mantivessem seus níveis de atividade. Os dados evidenciaram que as pessoas mais ativas tinham melhor estado de saúde mental. As pessoas com menor renda tiveram mais dificuldade para manter os níveis de atividade física durante a pandemia, sendo aproximadamente duas vezes menos propensas a continuarem no mesmo ritmo de exercícios de antes da pandemia. Habitantes de áreas urbanas mostraram maior probabilidade de não conseguirem manter os níveis de atividade física semelhantes aos de pessoas que vivem em zonas rurais, onde há mais oportunidades de sair para espaços abertos.

Disponível em: https://revistagalileu.globo.com. Acesso em: 6 dez. 2021 (adaptado).

 

O texto evidencia a perspectiva ampliada de saúde ao abordar criticamente a pandemia da covid-19 a partir do(a)

  1. A

    busca por espaços para a prática de exercícios físicos

  2. B

    necessidade de se manter ativo para ter equilíbrio emocional

  3. C

    distanciamento social e sua vinculação com a prática de atividades físicas.

  4. D

    relação entre os determinantes socioeconômicos e a prática de exercícios.

    gabarito
  5. E

    benefício de morar em áreas rurais para preservar a estabilidade psicológica.

Resolução

A escolha da alternativa que aborda a relação entre os determinantes socioeconômicos e a prática de exercícios é fundamentada na análise dos dados apresentados sobre como diferentes condições sociais e financeiras impactam a saúde mental e a atividade física durante a pandemia. O estudo destaca que as famílias de baixa renda enfrentaram desafios significativos para manter uma rotina de exercícios, o que está diretamente relacionado à sua saúde mental.
Os determinantes socioeconômicos são fatores que influenciam a qualidade de vida das pessoas, incluindo acesso a recursos, oportunidades de lazer e ambientes propícios para a prática de atividades físicas. O texto sugere que a falta de recursos financeiros e a diminuição de espaços seguros para a prática de exercícios durante a pandemia afetaram desproporcionalmente as pessoas de baixa renda, levando a um ciclo vicioso de sedentarismo e deterioração da saúde mental.
Além disso, a comparação entre habitantes de áreas urbanas e rurais revela como o ambiente físico e as condições socioeconômicas influenciam a capacidade de manter um estilo de vida ativo. As áreas rurais, com mais oportunidades para atividades ao ar livre, demonstraram ser um fator positivo para a manutenção da atividade física, o que contrasta com a situação mais restritiva encontrada em áreas urbanas.
Portanto, a análise crítica da pandemia sob a ótica dos determinantes socioeconômicos mostra como as desigualdades sociais afetam a saúde e o bem-estar das populações, evidenciando a importância de considerar esses fatores ao discutir saúde pública e intervenções sociais.