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#28CH · HumanasENEM - 2025 - 2ª Aplicação - Dia 1 (Azul)

    Alimentamos tantas expectativas de libertação para falarmos o que bem quisermos e para criarmos tecnologias e mundos novos que nos descuidamos de prestar atenção na ascensão dos monopólios das empresas de tecnologia, na construção de bolhas de informação que confirmam pontos de vista e na cada vez mais real possibilidade de a internet virar uma TV a cabo, com o já proclamado fim da neutralidade da rede. Tomamos um porre de otimismo. E agora estamos na fase de ressaca, reféns dos monopólios da internet, da comercialização de qualquer dado deixado na rede, das fake news chegando de todos os lados. Distopia pura.

    O cerceamento da internet por empresas privadas é um dos elementos principais na construção desse espírito. O que resta da internet hoje senão as plataformas, os softwares e os dispositivos dessas empresas? Para a maioria da população brasileira e mundial, pouco. De acordo com um dos criadores da ideia de realidade virtual, “a cultura digital nascente acreditava que tudo na internet deveria ser público, gratuito. Ao mesmo tempo, amávamos nossos empreendedores de tecnologia”. Como celebrar empreendedorismo se tudo é gratuito? Com um modelo baseado em publicidade. Os sites de busca e as redes sociais nasceram gratuitos. Mas os algoritmos se tornaram mais eficientes. E o que começou como propaganda não pode mais ser chamado de propaganda. Hoje é modificação de comportamento.

Disponível em: https://outraspalavras.net. Acesso em: 24 jan. 2024 (adaptado).

 

Ao propor uma reflexão sobre a liberdade na internet, esse texto destaca o(a)

  1. A

    evolução eficiente dos algoritmos.

  2. B

    declínio do interesse pela televisão.

  3. C

    impossibilidade de lidar com fake news.

  4. D

    importância de garantir a gratuidade da rede.

  5. E

    controle exercido pelas grandes corporações.

    gabarito
Resolução

O texto aborda a questão do controle que grandes corporações exercem sobre a internet, enfatizando como a ascensão dos monopólios tecnológicos impacta a liberdade de expressão e o acesso à informação. Essa análise é fundamentada na observação de que, apesar das expectativas de uma internet livre e pública, o que se observa é uma concentração de poder nas mãos de algumas empresas.
Primeiramente, o texto menciona a "construção de bolhas de informação", o que sugere que as plataformas controladas por essas corporações filtram o que os usuários veem, reforçando suas crenças e limitando a diversidade de opiniões. Isso é um reflexo do controle que essas empresas têm sobre o conteúdo disponível, o que vai além de uma simples questão de acesso à informação, mas sim de como essa informação é moldada e apresentada.
Além disso, a referência ao "cerceamento da internet por empresas privadas" indica um cenário em que a liberdade de navegação e de expressão está ameaçada por interesses comerciais. O autor critica a ideia de que a gratuidade da internet pode ser sustentada sem consequências, apontando que essa gratuidade é, na verdade, sustentada por modelos de negócios que priorizam a coleta e a comercialização de dados.
Por fim, a conclusão do texto destaca que, ao invés de um espaço democrático, a internet se torna um ambiente dominado por poucos, onde a liberdade de expressão e o acesso à informação são controlados por interesses corporativos. Assim, a reflexão proposta se concentra na necessidade de reconhecer e enfrentar o controle exercido por essas grandes corporações, que é a essência da alternativa correta.