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#123CN · NaturezaENEM - 2017 - 1ª Aplicação - 2° Dia (Cinza)

A  técnica do carbono-14 permite a datação de fósseis pela medição dos valores de emissão beta desse isótopo presente no fóssil. Para um ser em vida, o máximo são 15 emissões beta/(min g). Após a morte, a quantidade de 14C se reduz pela metade a cada 5 730 anos.

A prova do carbono 14. Disponível em: http://noticias.terra.com.br. Acesso em: 9 nov, 2013 (adaptado).

 

Considere que um fragmento fóssil de massa igual a 30 g foi encontrado em um sítio arqueológico, e a medição de radiação apresentou 6 750 emissões beta por hora.

 

A idade desse fóssil, em anos, é

  1. A

    450. 

  2. B

    1 433.

  3. C

    11 460.

    gabarito
  4. D

    17 190

  5. E

    27 000.

Resolução

Essa questão trata-se do tempo de meia-vida na química radioativa, também conhecida como período de semidesintegração, é o tempo necessário para que metade do número de átomos do isótopo radioativo presente em uma amostra desintegre-se. Nesse caso, a velocidade de decaimento (de emissões) de uma amostra radioativa é proporcional à quantidade de átomos radioativos (C14, neste caso) contida na mesma. Dividiremos em duas partes:

No fóssil :

30g —> 6750 emissões/min = 112,5 emissões/min no fóssil

Velocidade de decaimento:

30g ——————- 112,5 emissões/min

1g ——————— 3,75 emissões/min

Velocidade de decaimento do ser vivo:

Inicial : 15 emissões/min

Após uma meia-vida:    7,5 emissões/min

Após duas meias-vidas: 3,75 emissões/min

Decorreram-se então 2 x 5.730 = 11.460 anos

Portanto, a alternativa C está correta.