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#28LC · LinguagensENEM - 2007

O canto do guerreiro 

Aqui na floresta

Dos ventos batida,

Façanhas de bravos

Não geram escravos,

Que estimem a vida

Sem guerra e lidar.

— Ouvi-me, Guerreiros, 

— Ouvi meu cantar. 

Valente na guerra,

Quem há, como eu sou?

Quem vibra o tacape

Com mais valentia?

Quem golpes daria

Fatais, como eu dou?

— Guerreiros, ouvi-me; 

— Quem há, como eu sou? 

Gonçalves Dias.


Macunaíma

(Epílogo) 

Acabou-se a história e morreu a vitória. Não havia mais ninguém lá. Dera tango lomângolo na tribo Tapanhumas e os filhos dela se acabaram de um em um. Não havia mais ninguém lá. Aqueles lugares, aqueles campos, furos puxadouros arrastadouros do rio Uraricoera. Nenhum conhecido sobre a terra não sabia nem falar da tribo nem contar aqueles casos tão pançudos. Quem podia saber do Herói? 

Mário de Andrade.

Considerando-se a linguagem desses dois textos, verifica-se que

  1. A

    a função da linguagem centrada no receptor está ausente tanto no primeiro quanto no segundo texto.

  2. B

    a linguagem utilizada no primeiro texto é coloquial, enquanto, no segundo, predomina a linguagem formal.

  3. C

    há, em cada um dos textos, a utilização de pelo menos uma palavra de origem indígena.

    gabarito
  4. D

    a função da linguagem, no primeiro texto, centra-se na forma de organização da linguagem e, no segundo, no relato de informações reais.

  5. E

    a função da linguagem centrada na primeira pessoa, predominante no segundo texto, está ausente no primeiro.

Resolução

De acordo com a análise da linguagem dos dois textos expostos, verifica-se que foram utilizadas, em ambos, palavras de origem indígena.