A escravidão não há de ser suprimida no Brasil por uma guerra servil, muito menos por insurreições ou atentados locais. Não deve sê-lo, tampouco, por uma guerra civil, como o foi nos Estados Unidos. Ela poderia desaparecer, talvez, depois de uma revolução, como aconteceu na França, sendo essa revolução obra exclusiva da população livre. É no Parlamento e não em fazendas ou quilombos do interior, nem nas ruas e praças das cidades, que se há de ganhar, ou perder, a causa da liberdade.
NABUCO, J. O abolicionismo [1883]. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; São Paulo: Publifolha, 2000 (adaptado).
No texto, Joaquim Nabuco defende um projeto político sobre como deveria ocorrer o fim da escravidão no Brasil, no qual
- A
copiava o modelo haitiano de emancipação negra.
- B
incentivava a conquista de alforrias por meio de ações judiciais.
- C
optava pela via legalista de libertação.
gabarito - D
priorizava a negociação em torno das indenizações aos senhores.
- E
antecipava a libertação paternalista dos cativos.
Resolução
Joaquim Nabuco (1849-1910) foi um político, diplomata, advogado e historiador brasileiro, o qual abordava os problemas sociais daquela época em questão. Joaquim foi um dos mais importantes e mais populares dos políticos abolicionistas no período imperial do 2º Reinado. No texto explicitado pela questão, o historiador deixa claro que a abolição da escravidão no Brasil deveria ocorrer com base nas leis e pacificamente de acordo com a aceitação da elite.