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#78CH · HumanasENEM - 2025 - 2ª Aplicação - Dia 1 (Azul)

    Memória e história não são sinônimos. A memória é a vida, protagonizada pelas pessoas, em grupo, e está em evolução permanente. Aberta para a dialética da lembrança e do esquecimento, a memória não tem consciência de sua sucessiva deformação e, vulnerável a todas as utilizações e manipulações, é suscetível a longas latências e repentinas revitalizações. A história é a reconstrução sempre problemática e incompleta do que já passou. A memória é um fenômeno sempre atual, uma ligação vivida no eterno presente, ao passo que a história é uma representação do passado.

LISBOA, K. M. Comemorações, história, memória e identidade. In: RODRIGUES, J. (Org.). A Universidade Federal de São Paulo aos 75 anos: ensaios sobre história e memória. São Paulo: Unifesp, 2008 (adaptado).

 

De acordo com o texto, a escrita da história exige a prática de

  1. A

    ratificar os registros documentais.

  2. B

    detalhar as verdades antigas.

  3. C

    reforçar o vestígio recordado.

  4. D

    afirmar o acontecimento descrito.

  5. E

    recompor o tempo experimentado.

    gabarito
Resolução

A prática de escrever a história envolve a necessidade de reconstruir e interpretar eventos passados a partir de diferentes perspectivas e fontes. O texto enfatiza que a história é uma "reconstrução sempre problemática e incompleta do que já passou", o que implica que o historiador deve se empenhar em reconstituir a experiência temporal vivida, considerando as nuances e complexidades envolvidas.
Esse processo de recomposição do tempo experimentado requer um olhar crítico sobre as memórias coletivas e as narrativas que surgem a partir delas. A história não é apenas uma mera repetição de fatos, mas sim uma tentativa de entender e dar sentido ao que aconteceu, levando em conta o contexto social, cultural e político que molda essas experiências. Portanto, a prática de recompor o tempo experimentado é essencial para a escrita da história, pois permite que se capture a essência do que foi vivido, mesmo que de forma parcial e sujeita a interpretações.
Assim, a resposta correta reflete a necessidade de uma abordagem que busque entender e reconstruir as vivências do passado, fazendo uma articulação entre memória e história, ao invés de simplesmente reafirmar ou validar registros existentes.