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#113CN · NaturezaENEM - 2025 - 2° Dia (Verde)

 A icterícia é uma doença que acomete recém-nascidos e pode ser tratada com um método de fototerapia conhecido como banho de luz, que consiste na exposição do recém-nascido a uma fonte luminosa equipada com LEDs azuis. Para o monitoramento da dosagem dessa radiação, é utilizada a resposta óptica de um sensor constituído de materiais orgânicos que luminescem quando expostos à luz azul. Com o passar do tempo, essa radiação oxida os materiais do sensor, alterando sua coloração de vermelho-laranja para verde, o que indica o final do tratamento.

 

O gráfico apresenta o espectro de fotoluminescência do sensor em função do comprimento de onda da luz emitida no início do tratamento, quando o sensor, colado na fralda do bebê (Figura 1), luminesce na região do vermelho-laranja (~600 nm). A Figura 2 apresenta a evolução da coloração do sensor, mostrando que a frequência da luz emitida por ele aumenta em função do tempo de exposição à luz azul.

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SILVA, M. M. et al. Fabricação de sensor orgânico flexível para aplicação em terapia com luz azul. Tecnol. Metal. Mater. Miner., n. 3, jul.-set. 2011 (adaptado).

 

Os espectros de fotoluminescência do sensor no início e no final do tratamento estão esboçados no gráfico:

  1. A

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    gabarito
  2. B

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  3. C

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  4. D

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  5. E

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Resolução

Para entender por que a resposta correta é a que mostra uma diminuição na intensidade de fotoluminescência ao longo do tempo, precisamos analisar o funcionamento do sensor descrito no enunciado.

O sensor é feito de materiais orgânicos que luminescem quando expostos à luz azul. Inicialmente, o sensor emite luz na região vermelho-laranja (~600 nm) quando exposto à luz azul. Com o tempo, a exposição contínua à luz azul faz com que a radiação oxide os materiais do sensor, alterando sua coloração de vermelho-laranja para verde. Essa mudança de cor indica que o tratamento está progredindo e que a dosagem de radiação está sendo monitorada.

No início do tratamento, a intensidade de fotoluminescência é alta na região de 600 nm, pois o sensor está em sua forma original, emitindo luz nessa faixa de comprimento de onda. À medida que o tratamento avança, a oxidação dos materiais do sensor altera suas propriedades ópticas, resultando em uma diminuição da intensidade de emissão na região de 600 nm. Isso ocorre porque a mudança de cor para verde indica que o sensor está absorvendo e emitindo luz em comprimentos de onda diferentes, reduzindo a emissão na faixa original.

Portanto, o gráfico que representa corretamente essa mudança mostra uma curva de fotoluminescência com maior intensidade no início do tratamento e menor intensidade no final, especificamente na região de 600 nm. Isso reflete a alteração nas propriedades do sensor devido à oxidação causada pela exposição à luz azul.