O povo Kambeba é o povo das águas. Os mais velhos costumam contar que o povo nasceu de uma gota-d'água que caiu do céu em uma grande chuva. Nessa gota estavam duas gotículas: o homem e a mulher. “Por essa narrativa e cosmologia indígena de que nós somos o povo das águas é que o rio nos tem fundamental importância”, diz Márcia Wayna Kambeba, mestre em Geografia e escritora. Todos os dias, ela ia com o pai observar o rio. lá em silêncio e, antes que tomasse para si a palavra, era interrompida. “Ouça o rio”, o pai dizia. Depois de cerca de duas horas a ouvir as águas do Solimões, ela mergulhava. “Confie no rio e aprenda com ele”, “Fui entender mais tarde, com meus estudos e vivências, que meu pai estava me apresentando à sabedoria milenar do rio”.
Rios amazônicos influenciam no agro e em reservatórios do Sudeste.
Disponível em www.uo com.br Acesso em 14 out. 2021.
Pelo descrito no texto, o povo Kambeba tem o rio como um(a)
- A
objeto tombado e museográfico.
- B
herança religiosa e sacralizada.
- C
cenário bucólico e paisagístico.
- D
riqueza individual e efêmera.
- E
patrimônio cultural e afetivo.
gabarito
Resolução
No texto, é descrito que o povo Kambeba tem o rio como um elemento fundamental para sua cosmologia e religiosidade, pois acreditam que nasceu de uma gota-d'água que caiu do céu em uma grande chuva. O pai de Márcia Wayna Kambeba, mestre em Geografia e escritora, costumava levar ela para observar o rio e lhe dizia para ouvir as águas do Solimões e confiar no rio. Isso indica que o rio tem um significado afetivo e cultural para o povo Kambeba, o que torna a alternativa E, "patrimônio cultural e afetivo", a correta.
As alternativas A, "objeto tombado e museográfico", B, "herança religiosa e sacralizada", C, "cenário bucólico e paisagístico" e D, "riqueza individual e efêmera", não são corretas pois não descrevem o significado que o rio tem para o povo Kambeba. O rio não é um objeto tombado e museográfico, mas sim um lugar sagrado para o povo Kambeba. Além disso, não é uma herança religiosa e sacralizada, mas sim um elemento fundamental para sua cosmologia e religiosidade. Também não é apenas um cenário bucólico e paisagístico, mas sim um lugar com significado afetivo e cultural. Por fim, não é uma riqueza individual e efêmera, mas sim um patrimônio cultural e afetivo.