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#47CH · HumanasENEM - 2022 - 1° Dia (Prova Rosa)

    O povo Kambeba é o povo das águas. Os mais velhos costumam contar que o povo nasceu de uma gota-d'água que caiu do céu em uma grande chuva. Nessa gota estavam duas gotículas: o homem e a mulher. “Por essa narrativa e cosmologia indígena de que nós somos o povo das águas é que o rio nos tem fundamental importância”, diz Márcia Wayna Kambeba, mestre em Geografia e escritora. Todos os dias, ela ia com o pai observar o rio. lá em silêncio e, antes que tomasse para si a palavra, era interrompida. “Ouça o rio”, o pai dizia. Depois de cerca de duas horas a ouvir as águas do Solimões, ela mergulhava. “Confie no rio e aprenda com ele”, “Fui entender mais tarde, com meus estudos e vivências, que meu pai estava me apresentando à sabedoria milenar do rio”.

Rios amazônicos influenciam no agro e em reservatórios do Sudeste.

Disponível em www.uo com.br Acesso em 14 out. 2021.

 

Pelo descrito no texto, o povo Kambeba tem o rio como um(a)

  1. A

    objeto tombado e museográfico.

  2. B

    herança religiosa e sacralizada.

  3. C

    cenário bucólico e paisagístico.

  4. D

    riqueza individual e efêmera.

  5. E

    patrimônio cultural e afetivo.

    gabarito
Resolução

No texto, é descrito que o povo Kambeba tem o rio como um elemento fundamental para sua cosmologia e religiosidade, pois acreditam que nasceu de uma gota-d'água que caiu do céu em uma grande chuva. O pai de Márcia Wayna Kambeba, mestre em Geografia e escritora, costumava levar ela para observar o rio e lhe dizia para ouvir as águas do Solimões e confiar no rio. Isso indica que o rio tem um significado afetivo e cultural para o povo Kambeba, o que torna a alternativa E, "patrimônio cultural e afetivo", a correta.
As alternativas A, "objeto tombado e museográfico", B, "herança religiosa e sacralizada", C, "cenário bucólico e paisagístico" e D, "riqueza individual e efêmera", não são corretas pois não descrevem o significado que o rio tem para o povo Kambeba. O rio não é um objeto tombado e museográfico, mas sim um lugar sagrado para o povo Kambeba. Além disso, não é uma herança religiosa e sacralizada, mas sim um elemento fundamental para sua cosmologia e religiosidade. Também não é apenas um cenário bucólico e paisagístico, mas sim um lugar com significado afetivo e cultural. Por fim, não é uma riqueza individual e efêmera, mas sim um patrimônio cultural e afetivo.