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#65CH · HumanasENEM - 2024 - 1º Dia (Azul)

Como conclusão provisória, parece então que a globalização tem, sim, o efeito de contestar e deslocar as identidades centradas e “fechadas” de uma cultura nacional. Ela tem um efeito pluralizante sobre as identidades, produzindo uma variedade de possibilidades e novas posições de identificação, e tornando as identidades mais policêntricas, mais políticas, mais plurais e diversas; menos fixas, unificadas ou trans-históricas.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DP&A, 2011.

 

De acordo com o texto, o processo apresentado contribui para

  1. A

    elevar a renda da população.

  2. B

    abandonar os valores morais.

  3. C

    estabelecer a igualdade racial.

  4. D

    fortalecer as pautas das minorias.

    gabarito
  5. E

    inverter os fluxos das migrações.

Resolução

O processo de globalização, conforme discutido no texto, provoca uma transformação significativa nas identidades culturais. Ao contestar e deslocar as identidades nacionais que são frequentemente centradas e fechadas, a globalização cria um ambiente onde múltiplas identidades podem coexistir e se manifestar. Isso resulta em um cenário onde as identidades se tornam mais fluidas, diversas e interconectadas.
Nesse contexto, as pautas das minorias ganham destaque, pois a pluralidade de identidades permite que vozes e experiências que antes eram marginalizadas ou silenciadas se tornem mais visíveis e relevantes. A globalização, ao promover a interação entre diferentes culturas e grupos sociais, facilita a troca de ideias e a construção de solidariedades entre minorias. Isso pode incluir questões relacionadas a raça, gênero, sexualidade, entre outras, que são frequentemente negligenciadas em uma perspectiva nacionalista ou homogênea.
Além disso, o fortalecimento das pautas das minorias é um reflexo da crescente conscientização sobre a diversidade e a necessidade de inclusão em um mundo globalizado. A promoção de direitos e a busca por reconhecimento e representação são impulsionadas por essa nova dinâmica, onde as identidades não são mais vistas como fixas, mas sim como construções sociais em constante evolução.
Portanto, o impacto da globalização sobre as identidades culturais não apenas desafia as noções tradicionais de pertencimento, mas também cria um espaço propício para que as minorias reivindiquem seus direitos e visibilidade, contribuindo para um diálogo mais inclusivo e representativo na sociedade contemporânea.