Por suas belezas naturais, a região de Bonito, no Mato Grosso do Sul, é um dos destinos ecoturísticos mais procurados do Brasil. Muitas das atrações ecoturísticas que movimentam a economia local estão situadas dentro de fazendas. Por isso, diversos donos dessas propriedades decidiram criar Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). Nesses locais, estão recompondo aos poucos as matas ciliares e adotando outras medidas pontuais, como a instalação de ninhos artificiais para as araras nativas.
GUIMARÃES, J. R. D. Bonito ou Lindo? Disponível em: http://cienciahoje.org.br. Acesso em: 28 nov. 2018 (adaptado).
Nesse contexto, as RPPNs foram criadas porque
- A
evitam a entrada de turistas.
- B
reduzem as espécies endêmicas.
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favorecem o desenvolvimento sustentável.
gabarito - D
possibilitam a introdução de espécies exóticas.
- E
aumentam as áreas para extração de madeira.
Resolução
As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) são áreas que visam a conservação da biodiversidade e a proteção dos ecossistemas. Elas são criadas por proprietários de terras que desejam contribuir para a preservação ambiental, especialmente em regiões com rica fauna e flora, como a de Bonito, no Mato Grosso do Sul.
O desenvolvimento sustentável é um conceito que busca equilibrar a exploração dos recursos naturais com a conservação do meio ambiente, garantindo que as futuras gerações também possam usufruir desses recursos. As RPPNs se encaixam perfeitamente nesse conceito, pois permitem que os proprietários realizem atividades econômicas, como o ecoturismo, de forma que não comprometam a integridade dos ecossistemas locais.
Essas reservas promovem a recomposição de matas ciliares e a proteção de espécies nativas, o que ajuda a manter a biodiversidade e a estabilidade dos ecossistemas. Além disso, ao incentivar práticas sustentáveis, as RPPNs podem gerar renda para os proprietários através do turismo, sem causar danos ao meio ambiente.
Por outro lado, as alternativas que mencionam a entrada de turistas, a redução de espécies endêmicas, a introdução de espécies exóticas e o aumento das áreas para extração de madeira não refletem os objetivos das RPPNs. Essas ações geralmente têm impactos negativos sobre a biodiversidade e o equilíbrio ecológico, o que contraria a essência do que essas reservas representam.
Portanto, a criação das RPPNs favorece o desenvolvimento sustentável, permitindo a convivência harmoniosa entre a conservação ambiental e a atividade econômica, o que justifica a escolha da alternativa correta.