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#60CH · HumanasENEM - 2018 - 1° Dia (Amarela)

   O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do gosto da evidência e do sentido da ambiguidade. Quando se limita a suportar a ambiguidade, esta se chama equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo aqueles que pretenderam construir uma filosofia absolutamente positiva, só conseguiram ser filósofos na medida em que, simultaneamente, se recusaram o direito de se instalar no saber absoluto. O que caracteriza o filósofo é o movi - mento que leva incessantemente do saber à ignorância, da ignorância ao saber, e um certo repouso neste movi - mento.

MERLEAU-PONTY. M. Elogio da filosofia. Lisboa: Guimarães, 1998 (adaptado).

 

O texto apresenta um entendimento acerca dos elementos constitutivos da atividade do filósofo, que se caracteriza por

  1. A

    reunir os antagonismos das opiniões ao método dialético.

  2. B

    ajustar a clareza do conhecimento ao inatismo das ideias.

  3. C

    associar a certeza do intelecto à imutabilidade da verdade.

  4. D

    conciliar o rigor da investigação à inquietude do questionamento.

    gabarito
  5. E

    compatibilizar as estruturas do pensamento aos princípios fundamentais.

Resolução

No texto, o rigor investigativo é constatado no trecho "O que caracteriza o filósofo é o movi - mento que leva incessantemente do saber à ignorância, da ignorância ao saber". Já a inquietude do questionamento é inerente ao processo de busca pelo conhecimento, pois conhecer exige que sejam colocadas sob dúvida os pensamentos e conceitos estabelecidos a fim de que se obtenha um resultado mais coerente com o processo investigativo.