Os funcionários de um zoológico observaram um aumento na taxa de mortalidade de aves aquáticas por afogamento. Um grupo de biólogos analisou o comportamento das aves por várias semanas e observou que elas apresentavam dificuldade de flutuação, por causa do encharcamento das penas com água.
O aumento na taxa de mortalidade dessas aves estava associado a uma redução na
- A
dilatação do papo.
- B
reposição de penas das asas.
- C
secreção da glândula uropigial.
gabarito - D
formação da membrana natatória.
- E
largura das cavidades de ossos pneumáticos.
Resolução
O aumento na taxa de mortalidade das aves aquáticas por afogamento está intimamente relacionado à capacidade dessas aves de se manterem à tona na água, o que depende da qualidade de suas penas. As penas das aves aquáticas possuem uma característica especial: elas são impermeáveis, o que significa que não absorvem água, permitindo que as aves flutuem facilmente.
A glândula uropigial, localizada na base da cauda das aves, é responsável pela secreção de um óleo que as aves espalham sobre suas penas. Esse óleo cria uma barreira que impede que a água penetre nas penas, mantendo-as secas e leves. Quando a secreção dessa glândula é reduzida ou comprometida, as penas não conseguem manter essa impermeabilidade, resultando em encharcamento. Isso leva a uma maior dificuldade de flutuação e, consequentemente, ao aumento da mortalidade por afogamento.
As outras opções não estão diretamente relacionadas ao problema específico de flutuação das aves. Por exemplo, a dilatação do papo, a reposição de penas, a formação de membranas natatórias e a largura das cavidades dos ossos pneumáticos não afetam diretamente a impermeabilidade das penas e, portanto, não são fatores que explicariam o aumento da mortalidade por afogamento.
Assim, a redução na secreção da glândula uropigial é a causa direta que compromete a capacidade das aves de flutuar adequadamente, resultando no aumento da taxa de mortalidade.