A absorção de grandes quantidades de gás carbônico da atmosfera é conhecida como sequestro de carbono. As florestas desempenham um papel importante, já que cada hectare de floresta em desenvolvimento absorve cerca de 150 a 200 toneladas de carbono, auxiliando na diminuição desse gás na atmosfera.
TONON, R. Disponível em: http://super.abril.com.br. Acesso em: 14 jan. 2014 (adaptado).
A maior parte do carbono resultante desse processo encontra-se
- A
nas flores, como antocianinas.
- B
nos frutos, como taninos e pectinas.
- C
nas sementes, como substâncias de reserva na forma de lipídios.
- D
nas folhas, nas membranas plasmáticas das células parenquimáticas.
- E
no caule, nas paredes celulares dos elementos do xilema secundário.
gabarito
Resolução
O sequestro de carbono é um processo em que o dióxido de carbono (CO₂) é absorvido por plantas e armazenado em suas estruturas. Quando consideramos onde a maior parte do carbono se acumula nas plantas, é importante entender a composição e a função de diferentes partes delas.
As paredes celulares das plantas são compostas principalmente por celulose, hemicelulose e lignina, que contêm carbono. O xilema, que é o tecido responsável pelo transporte de água e nutrientes das raízes para as folhas, é predominantemente formado por células que possuem paredes celulares espessas, ricas em lignina. Essa lignina, além de fornecer rigidez e suporte estrutural, é uma forma de armazenamento de carbono.
Embora outras partes da planta, como folhas, frutos e sementes, também contenham carbono, a quantidade total de carbono armazenada nas paredes celulares do xilema secundário, especialmente em árvores maduras, é significativamente maior. Isso se deve ao fato de que, ao longo do tempo, as árvores acumulam carbono em suas estruturas, e o xilema secundário, que se forma anualmente, contribui para esse acúmulo.
Portanto, a opção que menciona o caule e as paredes celulares dos elementos do xilema secundário é a mais adequada, pois reflete o local onde a maior parte do carbono se encontra armazenada, destacando a importância desse tecido no sequestro de carbono.