A história evolutiva do grupo ao qual pertence a planta comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia spp.) remonta seu estabelecimento há aproximadamente 40 milhões de anos. Essas plantas podem produzir intoxicações sérias em adultos e morte de crianças e animais domésticos, pois em seus tecidos apresentam células que contêm “pequenas agulhas” de oxalato de cálcio, chamadas de ráfides, liberadas quando as células são de alguma forma danificadas.
A hipótese aceita é a de que a presença dessas estruturas teria ocorrido a partir da pressão seletiva exercida por
- A
alterações na temperatura.
- B
animais domésticos.
- C
insetos herbívoros.
gabarito - D
alterações no solo.
- E
seres humanos.
Resolução
A presença de raphides, que são estruturas celulares contendo oxalato de cálcio, nas plantas do gênero Dieffenbachia, pode ser entendida através do conceito de pressão seletiva, que é um dos principais mecanismos da evolução. A pressão seletiva refere-se a fatores ambientais que influenciam a sobrevivência e a reprodução de organismos, favorecendo características que aumentam a aptidão dos indivíduos.
No caso específico das plantas comigo-ninguém-pode, a produção dessas estruturas é uma adaptação contra herbívoros, especialmente insetos que se alimentam de plantas. A presença de raphides serve como um mecanismo de defesa, pois quando as células que as contêm são danificadas, as agulhas são liberadas, causando irritação e dor aos herbívoros. Essa defesa química e física ajuda a reduzir a probabilidade de que esses animais se alimentem da planta, aumentando assim as chances de sobrevivência da espécie.
Considerando as opções apresentadas, a alternativa que melhor explica a pressão seletiva que levou ao desenvolvimento dessas estruturas é a que menciona os insetos herbívoros. Eles representam uma ameaça direta às plantas, e a evolução de defesas como as raphides é uma resposta adaptativa a essa pressão. As outras opções, como alterações na temperatura, no solo, ou a influência de animais domésticos e seres humanos, não se relacionam diretamente com a necessidade de defesa contra herbívoros, que é a principal força seletiva nesse contexto.
Portanto, a escolha correta é baseada na compreensão do papel dos insetos herbívoros na evolução das características defensivas das plantas, o que explica a presença das raphides como uma adaptação benéfica para a sobrevivência da Dieffenbachia.