O smartphone não é uma coisa. Eu o caracterizo como um infômata (coisa informatizada) que produz e processa informações. As informações são o contrário dos apoios que dão tranquilidade à vida. Vivem do estímulo da surpresa. Elas nos submergem em um turbilhão de atualidade.
HAN, B.-C. apud FANJUL, S. Entrevista com o filósofo Byung-Chul Han. Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 21 out. 2021 (adaptado).
O texto sustenta que a ampliação das experiências de conectividade promovem
- A
polarização e divisão social.
- B
autonomia e liberdade funcional.
- C
organização e controle temporal.
- D
dispersão e desorientação pessoal.
gabarito - E
produtividade e criatividade laboral.
Resolução
A escolha da alternativa que trata da dispersão e desorientação pessoal está fundamentada na análise do impacto da conectividade promovida pelos smartphones e pela constante exposição a informações. O texto sugere que o fluxo incessante de dados e estímulos, que caracteriza a era digital, resulta em um estado de sobrecarga informativa. Essa sobrecarga pode levar a um estado de confusão e desorientação, onde o indivíduo se vê imerso em um turbilhão de atualidades, dificultando a concentração e a reflexão.
A ideia de que as informações, ao contrário de serem apoios que trazem tranquilidade, criam um ambiente de constante surpresa e estímulo, reforça a noção de que a conectividade não necessariamente promove um estado de clareza ou organização pessoal. Em vez disso, pode resultar em uma dispersão da atenção e na dificuldade de se manter focado em tarefas específicas, levando a uma sensação de desorientação.
Além disso, a natureza efêmera e volátil das informações disponíveis online contribui para a dificuldade em estabelecer uma linha de raciocínio coerente, pois as pessoas são frequentemente bombardeadas com dados novos e potencialmente conflitantes. Isso reforça a ideia de que a conectividade, em vez de proporcionar um sentido de controle ou estabilidade, pode efetivamente resultar em uma dispersão da mente e na perda de um senso claro de direção pessoal.
Portanto, a alternativa que menciona a dispersão e desorientação pessoal é a mais adequada, pois reflete com precisão as consequências da experiência de conectividade na era digital, conforme discutido no texto.