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#4LC · LinguagensENEM - 2024 - 1º Dia (Azul)

Morir muy vivos


No todo es perder, es cierto. Si te esfuerzas mucho y bien, porque no viene de fábrica, ganas conocimiento del mundo y de ti mismo, empatía, sosiego y, en suma, algo que podríamos denominar sabiduría. Pero creo que hay que mantenerse alerta y no darse nunca por vencido. Pero también es un tiempo para saldar cuentas. No creo que haya que dejarse llevar por el peso de los días como un leño podrido al que las olas arrijan finalmente a la playa. Uno siempre puede intentar sacarse alguna de las piedras que lleva a la espalda, decir las cosas que nunca se atrevió a decir, cumplir en la medida de lo posible los deseos arrumbados, rescatar algún sueño que quedó en la cuneta. No rendirse, esa es la clave. Y sobre todo decirse: ¿y por qué no? Porque la vejez no está reñida con la audacia. Debemos aspirar a morir muy vivos.

MONTERO, R. Disponível em: https://elpais.com. Acesso em: 4 dez. 2017.

 

Nesse texto, ao utilizar a expressão “morir muy vivos”, a escritora Rosa Montero evidencia a importância de se

  1. A

    acumular sabedoria com o passar do tempo.

  2. B

    observar o impacto dos anos sobre o corpo.

  3. C

    rever os erros e os acertos de sua trajetória.

  4. D

    desfrutar de todas as fases da vida.

    gabarito
  5. E

    libertar das amarras sociais.

Resolução

A expressão "morir muy vivos" utilizada pela escritora Rosa Montero reflete uma perspectiva sobre a vida e a forma como devemos enfrentá-la, especialmente na velhice. Essa ideia sugere que, mesmo com o avanço da idade, é possível e desejável viver intensamente, com entusiasmo e paixão, aproveitando cada momento e cada experiência que a vida oferece.
A opção correta, que destaca a importância de desfrutar de todas as fases da vida, está ligada à ideia de que a vida não deve ser vista apenas como um processo linear que culmina na morte, mas sim como uma jornada rica em experiências, aprendizados e oportunidades. Isso implica que, independentemente da idade, devemos manter uma atitude proativa e positiva, buscando realizar nossos desejos e sonhos, e não permitindo que a idade ou as circunstâncias nos impeçam de viver plenamente.
Além disso, essa visão valoriza a resiliência e a capacidade de adaptação aos desafios que surgem ao longo da vida. Ao enfatizar que a velhice não é sinônimo de desistência ou apatia, mas sim uma fase que pode ser cheia de realizações e descobertas, a autora nos convida a refletir sobre a importância de manter a curiosidade, a audácia e a vontade de explorar novas possibilidades, independentemente da idade.
Portanto, "morrer muy vivos" é um chamado à ação para que as pessoas aproveitem cada fase da vida, cultivando experiências significativas e buscando a felicidade até o final de suas jornadas. Essa perspectiva nos encoraja a viver de forma plena, valorizando o presente e as oportunidades que ele traz.