Na fertilização in vitro, espermatozoides são adicionados aos gametas femininos retirados de uma mulher. Após o período de incubação, a fecundação é favorecida pela ação de enzimas. Em um procedimento realizado, observou-se que nenhum dos gametas femininos foi fertilizado e, posteriormente, verificou-se que havia sido adicionado, equivocadamente, um coquetel de inibidores das enzimas do acrossomo, no lugar de um dos nutrientes constituintes do meio de cultura.
O coquetel de inibidores impediu o(a
- A
formação do pronúcleo masculino.
- B
início da divisão mitótica do zigoto.
- C
término da segunda divisão meiótica do ovócito.
- D
passagem do espermatozoide pela corona radiata e zona pelúcida.
gabarito - E
fusão das membranas plasmáticas do ovócito e do espermatozoide.
Resolução
A fertilização in vitro envolve a união de um espermatozoide e um óvulo em um ambiente de laboratório. Para que o espermatozoide possa penetrar o óvulo, ele precisa passar por duas barreiras principais: a corona radiata e a zona pelúcida. A corona radiata é uma camada de células que envolve o óvulo, e a zona pelúcida é uma matriz extracelular rica em glicoproteínas que envolve o óvulo e a corona radiata.
O acrossomo, uma estrutura na cabeça do espermatozoide, contém enzimas que são essenciais para a penetração dessas barreiras. Quando o espermatozoide se aproxima do óvulo, o acrossomo se rompe em um processo chamado reação acrossômica, liberando as enzimas que ajudam o espermatozoide a penetrar a corona radiata e a zona pelúcida.
No caso descrito, foi adicionado um coquetel de inibidores das enzimas do acrossomo, o que impediu a reação acrossômica. Como resultado, os espermatozoides não foram capazes de penetrar a corona radiata e a zona pelúcida, e a fertilização não ocorreu. Portanto, a resposta correta é que o coquetel de inibidores impediu a passagem do espermatozoide pela corona radiata e zona pelúcida.