O homo economicus contemporâneo é dotado de intenso princípio de racionalidade formal que o leva:
1. a buscar sem qualquer hesitação a própria felicidade;
2. a dar a preferência aos objetos visíveis que lhe trarão o máximo de satisfação.
BAUDRILLARD, J. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 1995 (adaptado).
Considerando o tipo de racionalidade descrita no texto, os projetos de autorrealização dominantes na contemporaneidade estão centrados no
- A
aprimoramento moral.
- B
alinhamento político.
- C
capital simbólico.
gabarito - D
vínculo religioso.
- E
valor cultural.
Resolução
A análise da racionalidade do homo economicus contemporâneo indica que ele age de forma a maximizar sua satisfação e felicidade, optando por escolhas que lhe proporcionem os melhores resultados em termos de utilidade. Essa abordagem é fortemente ligada ao conceito de capital simbólico, que se refere aos recursos não materiais que conferem status, prestígio e reconhecimento social a um indivíduo.
O capital simbólico é um elemento central na construção da identidade e na busca por autorrealização. Na contemporaneidade, as pessoas frequentemente buscam não apenas bens materiais, mas também experiências e símbolos que elevam seu status social e sua imagem perante os outros. Isso se reflete em práticas como a valorização de marcas, a busca por experiências exclusivas e a participação em redes sociais que promovem a visibilidade e o reconhecimento.
Além disso, a autorrealização é frequentemente alcançada através da construção de uma identidade que é reconhecida e validada socialmente, o que está intrinsecamente ligado ao capital simbólico. As escolhas que as pessoas fazem são influenciadas pelo desejo de serem vistas e valorizadas em suas comunidades, o que reforça a ideia de que a busca por satisfação pessoal está conectada à busca por recursos simbólicos.
Portanto, a opção que melhor se alinha com a racionalidade descrita e com os projetos de autorrealização na contemporaneidade é a que se refere ao capital simbólico. Essa escolha reflete a tendência atual de priorizar não apenas a felicidade pessoal, mas também a construção de uma identidade social que seja reconhecida e valorizada pelos outros.