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#14LC · LinguagensENEM - 2021 - 1° Dia (Prova Azul)

A crise dos refugiados imortalizada para sempre no fundo do mar

    A balsa de Lampedusa, nome da obra do artista britânico Jason de Caires Taylor, é uma das instalações criadas por ele para compor o acervo do primeiro museu submarino da Europa, o Museu Atlântico, localizado em Lanzarote, uma das ilhas do arquipélago das Canárias.

    Lampedusa é o nome da ilha italiana onde a grande maioria dos refugiados que saem da África ou de países como Síria, Libano e Iraque tenta chegar para conseguir asilo no continente europeu.

    As esculturas do Museu Atlântico ficam a 14 metros de profundidade nas águas cristalinas de Lanzarote.

    Na balsa, estão dez pessoas. Todas têm no rosto a expressão do abandono. Entre elas, há algumas crianças. Uma delas, uma menina debruçada sobre a beira do bote, olha sem esperança o horizonte. A Imagem é tão forte que dispensa qualquer palavra. Exatamente o papel da arte.

    Disponível em http Nconexaoptaneta com br. Acesso em. 22 pn 2019 (adaptado)

 

Além de apresentar ao público a obra A balsa de Lampedusa, essa reportagem cumpre, paralelamente, a função de chamar a atenção para

  1. A

    a ilha de Lanzarote, localizada no arquipélago das Canárias, com vocação para o turismo.

  2. B

    as muitas vidas perdidas nas travessias marítimas em embarcações precárias ao longo dos séculos.

  3. C

    a inovação relativa à construção de um museu no fundo do mar, que só pode ser visitado por mergulhadores.

  4. D

    a construção do museu submarino como um memorial para as centenas de imigrantes mortos nas travessias pelo mar.

  5. E

    a arte como perpetuadora de episódios marcantes da humanidade que têm de ser relembrados para que não tornem a acontecer.

    gabarito
Resolução

A partir da descrição detalhada da obra, além de um texto de apresentação de seu contexto, e pela análise gráfica da obra, podemos entender o objetivo do autor de expor um acontecimento por meio da arte, em forma de demonstração eterna, a fim da marcar quem a ver. Tal ideia pode ser corroborada pelo próprio título: ''A crise dos refugiados imortalizada para sempre no fundo do mar''.