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#74CH · HumanasENEM - 2022 - 1° Dia (Prova Rosa)

    O número cada vez maior de mulheres letradase interessadas pela literatura e pelas novelas, muitas divulgadas em capítulos, seções, classificadas comumente como folhetim, alçou a um gênero de ficção corrente já em 1840, fazendo parte do florescimento da literatura nacional brasileira, instigando a formação e a ampliação de um público leitor feminino, ávido por novidades, pelo apelo dos folhetins e “narrativas modernas” que encenavam “os dramas e os conflitos de uma mulher em processo de transformação patriarcal e provinciana que, progressivamente, começava a se abrir para modernizar seus costumes”. No Segundo Reinado, as mulheres foram se tornando público determinante na construção da literatura e da imprensa nacional. E não apenas público, porquanto crescerá o número de escritoras que colaboram para isso e emergirá uma imprensa feminina, editada, escrita e dirigida por e para mulheres.

ABRANTES, A Do álbum de familia à vitrine impressa; trajetos de retratos (PB, 1920), Revista Temas em Educação, r. 24, 2015 (adaptado)
 

O registro das atividades descritas associa a inserção da figura feminina nos espaços de leitura e escrita do Segundo Reinado ao(à)

  1. A

    surgimento de novas práticas culturais

    gabarito
  2. B

    contestação de antigos hábitos masculinos.

  3. C

    valorização de recentes publicações juvenis.

  4. D

    circulação de variados manuais pedagógicos.

  5. E

    aparecimento de diversas editoras comerciais.

Resolução

A inserção da figura feminina nos espaços de leitura e escrita do Segundo Reinado contribuiu para o surgimento de novas práticas culturais, como o aumento do número de mulheres letradas interessadas pela literatura e pelas novelas, muitas divulgadas em capítulos, seções, classificadas comumente como folhetim. Esta tendência contribuiu para o florescimento da literatura nacional brasileira, instigando a formação e a ampliação de um público leitor feminino, ávido por novidades, pelo apelo dos folhetins e "narrativas modernas" que encenavam "os dramas e os conflitos de uma mulher em processo de transformação patriarcal e provinciana que, progressivamente, começava a se abrir para modernizar seus costumes". É importante notar que, além de público, as mulheres também passaram a ser autoras, editando e escrevendo para o seu próprio público, o que contribuiu para a formação de uma imprensa feminina. Portanto, é possível concluir que a inserção da figura feminina nos espaços de leitura e escrita do Segundo Reinado contribuiu para o surgimento de novas práticas culturais.