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#20LC · LinguagensENEM - 2023 - 1º Dia (Amarela)

TEXTO I

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TEXTO II

 

    Em 1933, a obra Eternos caminhantes ingressou em uma das primeiras edições das exposições de Arte Degenerada, promovida por membros do partido nazista alemão. Nos anos seguintes, ela voltaria a ser exibida na mostra denominada Exposição da Vergonha, promovida por pequenos grupos abastados. Em 1937, essa obra foi confiscada pelo Ministério da Propaganda daquele país, na grande ação nacional-socialista contra a “Arte Degenerada”.

SCHWARTZ, J. Perseguição à Arte Moderna em tempos de guerra. São Paulo: Museu Lasar Segall, 2018 (adaptado).

 

Quase cinquenta obras de Lasar Segall foram confiscadas pelo regime totalitário alemão na primeira metade do século XX, entre elas a obra Eternos caminhantes, considerada degenerada por

  1. A

    representar uma estética tida como inconveniente para o ideário político vigente.

    gabarito
  2. B

    manifestar um posicionamento político-cultural concebido por grupos de oposição.

  3. C

    expressar a cultura artística por meio da representação parcial do corpo humano.

  4. D

    apresentar uma composição que antecipa o imaginário artístico germânico.

  5. E

    estimular discussões sobre o papel da arte na construção coletiva de cultura.

Resolução

A obra "Eternos caminhantes" de Lasar Segall foi considerada degenerada pelo regime totalitário alemão na primeira metade do século XX porque apresentava uma estética que não se alinhava com o ideal político vigente na época. O governo nazista promovia uma arte que exaltasse os valores arianos e a superioridade da raça germânica, enquanto a arte moderna, como a de Segall, explorava formas e temas que desafiavam essa visão. A obra de Segall, com sua representação distorcida e angustiada dos corpos humanos, refletia as tensões e as inquietações da sociedade contemporânea, o que era visto como uma ameaça à ideologia nazista que buscava promover uma imagem de força e pureza. Portanto, a obra foi censurada e considerada inaceitável, pois não se encaixava nos padrões artísticos impostos pelo regime, que buscava controlar e manipular a cultura para servir aos seus propósitos políticos.