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#78CH · HumanasENEM - 2024 - 1º Dia (Azul)

A regra de ouro, popularmente conhecida pelo provérbio “Trate os outros como gostaria de ser tratado”, é um dos princípios morais mais onipresentes. A noção subjacente, que apela para o senso ético mais básico, se expressa de uma forma ou de outra em praticamente todas as tradições religiosas, e poucos filósofos morais deixaram de invocar a regra ou pelo menos de tecer comentários a respeito da relação com seus próprios princípios.

DUPRÉ, B. 50 grandes ideias da humanidade. São Paulo: Planeta do Brasil, 2016.


O princípio ético apresentado no texto, como elemento estruturante da vida em sociedade, se traduz pela seguinte formulação teórica:

  1. A

    Doutrina teleológica.

  2. B

    Imperativo categórico.

    gabarito
  3. C

    Pensamento utilitarista.

  4. D

    Secularização inautêntica.

  5. E

    Raciocínio consequencialista.

Resolução

A regra de ouro, expressa pelo provérbio “Trate os outros como gostaria de ser tratado”, reflete um princípio ético que busca promover a consideração e o respeito mútuo nas interações humanas. Essa ideia é central para a ética deontológica, que enfatiza a importância do dever e das obrigações morais em vez de focar apenas nas consequências das ações.
A essência da regra de ouro está na ideia de que as pessoas devem agir de maneira que respeitem os direitos e a dignidade dos outros, considerando como elas mesmas gostariam de ser tratadas. Essa abordagem implica uma responsabilidade moral que transcende o resultado das ações, ou seja, não se trata apenas de avaliar se uma ação traz mais benefícios ou menos prejuízos, mas de agir de acordo com um princípio moral que é universal e aplicável a todos.
Ao considerar a regra de ouro como um imperativo moral, podemos associá-la a uma forma de ética que se preocupa com a intenção por trás da ação, em vez de apenas com suas consequências. Essa perspectiva é fundamental para a construção de normas sociais que promovem a justiça, a empatia e o respeito nas relações interpessoais.
Além disso, a regra de ouro é frequentemente vista como um chamado à responsabilidade individual e coletiva, sugerindo que cada pessoa tem um papel ativo em criar um ambiente social mais ético e harmonioso. Isso se alinha com a ideia de que a moralidade não é apenas uma questão de conveniência ou utilidade, mas sim de compromisso com princípios que garantem a dignidade e o valor de cada ser humano.
Portanto, a regra de ouro não se limita a um conselho prático, mas se fundamenta em uma visão moral mais ampla que busca estabelecer um padrão ético que todos devem seguir, refletindo assim a natureza universal dos direitos e deveres humanos. Essa abordagem ética é essencial para a convivência pacífica e respeitosa em sociedade.